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VEZES 100 CONTO

All has not been said and never will be. Samuel Beckett

Dia de abertura

 

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Tendo em atenção experiências blogosféricas anteriores, resisti. Evitei. Andámos semanas em estado privado. Mas, sofrendo do mesmo mal de Oscar Wilde "Posso resistir a tudo menos à tentação" e aqui estamos nós em momento de abertura do blog Vezes 100 Conto, de Carlos M. J. Alves.

Os andaimes ainda estão postos, a tinta continua a secar, o quadro elétrico está a ser instalado e o Wi-Fi está para breve, mas há que começar por algum lado.

Atendendo aos atrasos e hesitações habituais, o pior já passou. Tudo parece simples depois de feito! Embora, obviamente, não imune aos magnânimes poderes dos super heróis frustrados com capacidades Raio X, personalidade de corretor ortográfico e de geek de CSS e aos garimpeiros da vírgula fora do sítio!

Apesar da modalidade low-cost, considerando a importância das pequenas coisas, após cumprir a promessa de não cair na tentação de chamar ao blog algo como “A minha gaveta”, “O meu arquivo”, “Bloco de notas” ou “Caderno de Apontamentos” e de ter ponderado usar uma template chamada "Gatafunho" e outra "Folha em Branco", excluída a extensa lista de nomes selecionada, como quem tem urgência em batizar um filho, as opções, consumadas, estão à vista de todos. 

Cedeu-se à convicção de que é bastante moderno e esteticamente interessante substituir sem por 100 e à alusão a Contos, por ser um formato literário preferencial.

Se são do poeta as vozes, inúmeras, sem conta, são sem conto as vezes que não fomos, não iremos, não faremos, não fizemos, não dissemos ou diremos e escrevemos. Vezes 100 Conto.

A imagem do cabeçalho do blog esteve para ser do filme sul-coreano de 2003 dirigido por Park Chan-wook: Oldboy. Baseado na obra de Nobuaki Minegishi e Garon Tsuchiya retrata a história de Oh Dae-su que fica trancado num quarto de hotel, por 15 anos, sem saber o motivo dos seus captores. Pareceu-me uma boa escolha! Acabou por ficar pelo caminho.

E as experiências com o amarelo da Radar revelaram-se um beco sem saída.

Em relação à linha editorial, a resolução final foi a de optar pela fluidez e espontaneidade. 

Por isso, hesitações à parte, estão reunidos os mínimos para começar. Pois… agradecia a benevolência do tempo que é preciso para crescer.

Teremos oportunidade de nos conhecermos melhor. Fica a faltar a festa. Pronto, está dito. Costuma dizer-se, a quem vier por bem, bem vindo (mesmo os que só se lembram de nós nas redes sociais)! Agradece-se a divulgação. Quem quiser pode seguir. Até Já.